terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Minha busca...!!

Maria foi a que mais se desnudou a princípio e acho que foi muito precisa. O essencial é que estamos sim passando pela crise do 30 e passamos por ela "remando contra a maré". Rejeitamos as soluções tradicionais. Buscamos respostas e não estabilidade. Não queremos casa na praia ou um salário altíssimo. Queremos felicidade, bem-querer e um mundo um pouquinho melhor...

Tenho visto a reprodução cada dia maior de modelo de relacionamento retrógrados nos quais as mulheres esperam encontrar um homem que as salve de si mesmas e do mundo. Não estou generalizando, há exceções e peculiaridades em tudo.

Mas, na minha própria família vejo como as mulheres têm de ser fortes e enfrentar a vida pq não acharam um cara para estar com. A partir do momento que o acham é como se tivessem achado a salvação e redenção. Se tornam quase virgens novamente. O passado no qual expressaram seus desejos mais livremente é escanteado. As atitudes passam a ser as mais conservadoras pq acharam um cara para as bancar (não estou falando de dinheiro, mas de vida).

Parte dessa espera se reflete no fato de que várias delas não conseguem sequer sair da casa dos pais. Mesmo com filhos de relacionamentos frustrados não conseguem montar uma casa para si.
Estão à espera do salvador.

Nós não somos melhores do que ninguém. Só pensamos diferente. Não somos adeptas de qualquer tipo de salvacionismo. Queremos alguém sim, mas para dividir a vida, formar parceria. Louvamos as conquistas do feminismo e rejeitamos qualquer tipo de prisão.

Particularmente, me recuso a qualquer papo calcinha no qual se discuta quanto tempo uma mulher deve esperar para dar para o cara que está interessada e assim garantir que ele a considere séria.

Me considero muito mais família do que muita gente por aí. Tento ser sempre presente para aqueles que amo e tento ser honesta em todas as minhas relações. Mas, com certeza não sou família para os padrões tradicionais. Não conto dias, semanas ou meses antes de dar para ninguém. Me recuso a ter um relacionamento no qual as relações não sejam o mais igualitárias possíveis de acordo com a personalidade de cada um. Não faço diferenciação de gênero na escolha de alguém. É não sou mesmo padrão FTP (família, tradição propriedade).

Não, não tenho um relacionamento no momento. Mas, não considero que seja esse o motivo. Já tive vários relacionamentos e sei que ainda terei outros tantos. Gostaria de encontrar alguém para partilhar grande parte da vida e fazer planos conjuntos. Não sei se vai acontecer, como ninguém sabe. Busco. Porém, essa busca não é o sentido da minha existência. Tenho objetivos profissionais e pessoais muito claros em 2010 e eles não dependem de parceria. Embora, assuma meu lado Susanita como nossa Mafalda e possa abertamente admitir que seria melhor com.

Continuando a séria a vida com trilha sonora é melhor, segue uma música perfeita para esse post, Renata Arruda Do Meu jeito (Frejat e Dulce Quental). Infelizmente não tem no you tube. Mas dá para escutar no site dela: http://www.renataarruda.com.br/musicas/umdooutro/meujeito.wma Pense! Tentei procurar ao menos a letra para postar e não acho de jeito nenhum. Então ouvi e reproduzo abaixo.

Do meu jeito
Para olhar o mundo do meu jeito
Para escolher as próprias ONGs
Para seguir o meu instinto
Vivo
Para viver...
Pq eu sou uma Dom-Quixote nadando contra a maré
Lampioa da estrela do norte
Brancaleone da fé
Eu me decifro e me devoro
(...)
Quero sempre o fruto proibido mesmo sem saber onde ele está

2 comentários:

Maria B. disse...

A sua postagem me deu o que pensar. Mas o que eu ainda não consegui responder é: do que as mulheres precisam ser salvas, hein? Confesso que, mesmo buscando as soluções não tradicionais, às vezes me pego querendo ser salva. E não sei de que!

Audrey disse...

Ah! Mas todo mundo quer ser salvo em algum momento. Salva de ser adulto (olha o Peter Pan aí). Salva das consequências dos nossos atos. Salva de ter de tomar decisões difíceis. Salva
dos quilos a mais adquiridos pela ansiedade! Salva dos prazos (ah! meus prazos). Mas daí a depositar a expectativa na salvação num relacionamento amoroso, há uma grande distância. Até pq em geral queremos ser salvas, mas ao mesmo tempo louvamos a liberdade de escolha. Dessa contradição que falei no texto e acredito que ela é inerente. O lidar com ela é q muda dependendo das exepectativas de vida que temos, não é?

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