sábado, 20 de março de 2010

O vestido verde, o chandon vermelho e uma lição de vida.

Comprei um vestido verde há mais de 5 anos. Nunca usei. Ele deveria ser usado numa noite especial com alguém por quem eu estivesse apaixonada. O comprei pensando vai ser usado naquela noite. Eu vou estar linda, mais magra e ele vai ser o vestido perfeito.

A noite nunca chegou.

O vestido está no cabide...

Hoje, traz mais melancolia do que expectativa.

Minha bebida preferida é Chandon Rouge. Para mim, é a bebida perfeita para brindar grandes e bons momentos. Imagina, só: é vermelho, borbulhante e no gosto há toques de especiarias. Perfeito, né? Qual não foi meu desespero ao descobrir que por “direcionamento do mercado (lei-se: só eu gosto dessa porra) a Chandon deixou de fabricar a versão rouge”.

Procurei por toda parte e dei pulos num supermercado quando achei.

Comprei 6! Um para brindar meu ano novo, outro para brindar meu aniversário na minha cidade natal, outro para brindar o aniversário na cidade que moro e assim por diante. Brindar momentos especiais.

Esperava que um deles talvez fosse o enebriante de uma noite romântica.

Guardo todos com o maior ciúme.

Ontem, chegay bêbada em casa com dois grandes amigos. Meus amigos há mais de 10 anos. Eles queriam beber algo. Só havia leite, água e Chandon! Abrimos o Chandon quente como estava. Hoje, Mafalda passou aqui brindamos novamente e bebemos um pouquinho mais. O restinho da garrafa e bebi sozinha.

Hoje quando acordei refleti sobre isso e pensei: ora, não sou q vivo dizendo que devemos comemorar a vida sempre e não ficar esperando grandes momentos? Que melhor momento do que estar ao lado de pessoas q amo.

Pode parecer conformista, mas não encaro assim. Claro que eu ainda espero ter essa danada dessa noite especial que mereceria o vestido verde o champagne vermelho, mas é provável que nada disso me esteja à mão quando essa noite ocorrer, ou que eu nem vá lembrar deles, serão totalmente supérfluos.

A questão é eles são símbolos de uma espera por algo que não posso controlar, se, quando e em que condições existirá. Como sou alguém que prefiro lidar com o que tenho e com o que depende de mim.

Pretendo tomar muito Chandon rouge nos próximos meses. Em momentos que se mostrem propícios. Sem necessidade de nenhuma grandiosidade. E juro que vou tirar o vestido verde do armário...

Escrevi esse post há mais de um mês e acabei publicando um outro que fez mais sentido à época. Nesse interim, já tomei duas garrafas de Chandon e programo outra para breve. Essa semana, voltei a minha cidade natal para ficar com a família ante a piora de um doente crônica. Tantos sentimentos que precisaria de uns 100 posts para explicar.

Por outro lado, a "moral da história" desse post sobre aproveitar a vida e os momentos faz ainda mais sentido neste momento.


Ah! Como eu amo Adriana Calcanhoto:
Sins
Adriana Calcanhotto
Composição: Adriana Calcanhoto
Eu nunca faço escolhas, eu quero sempre tudo
Eu digo sempre sim
Eu não me confundo
Eu vou logo aceitando, eu peço sempre muito
Eu quero ver o fundo
Eu não vacilo
O tempo todo eu mudo, eu não duvido
Eu nunca pego restos
Eu não decido, eu quero...
Para estar em movimento,
invento alvos
Eu finjo que estou perto
Eu só minto pra mim mesmo
Atrás de freqüências, potências, clarezas
Alcei novas retas, alcei novas rotas
Por onde pulsa a minha pressa
Eu não duvido
E sim eu digo
E sim eu quero
E sins, eu quero..
.


E outra:


sexta-feira, 19 de março de 2010

Contra-corrente

Luiz Gonzaga cantava uma música que marcou minha infância que dizia "Quem sai da terra natal, Em outro canto não pára..."
Menina, esperava o sol se pôr na véspera do São João para vestir minha roupa de caipira, pintar o rosto com minhas primas e esperar meus tios acenderem a fogueira na roça, para depois soltar fogos de São João a noite inteira ao som de Luiz Gonzaga principalmente.
Mal sabia eu o quanto aquela música marcaria minha vida. Saí da terra natal e morei e visitei lugares distantes. Não fui de pau-de-arara e a malota não era um saco, mas como muitos nordestinos antes de mim, migrei. Por razões diferentes: buscando me encontrar e para continuar crescendo profissionalmente.
Até que tive medo de que não fosse parar em canto algum. Depois de quase dez anos de que tinha viajado por primeira vez, não tinha móveis, nem endereço fixo por mais de um ano, nem certezas que ultrapassassem dois anos.
Bem, amar um carioca mudou tudo isso. Marido continua revolucionando minha vida intimamente todos os dias. Com o medo que eu tinha da estabilidade, minha vontade de permanecer tinha que ser com um subversivo do lugar-comum. Tudo em nossa história foge dos clichês.
Quanto a mim, o que mais me intriga é como vim parar onde estou. Filha de funcionários públicos do interior, nascida e criada na capital baiana, onde Direito ou Medicina são as escolhas comuns das boas meninas, sou o anti-produto do meu meio: fui viajar, aprender línguas, estudar feminismo, casar de sandálias havaianas...
É como dizem, "meninas boas vão pro céu, meninas más vão pra qualquer lugar..."
Quando se é migrante, seus laços com qualquer lugar são tão tênues que mudar nem sempre é a questão. Permanecer, tanto quanto mudar, é uma escolha. Essa escolha é ainda mais clara na vida de um migrante. Se estou aqui é porque quero e escolhi estar. Remei contra a corrente do que se esperava de mim, pra vir parar onde eu escolhi, como escolhi.

Nesse post tão emotivo, encerro com uma linda performance de arte. A música em questão na voz de Bethânia sempre maravilhosa.
Antes disso, transcrevo um trecho do filme Frida que acho lindíssimo: o brinde da amiga de Frida e Diego no dia de seu casamento. Resume meu sentimento sobre o amor e o casamento por opção revolucionária.

"I don’t believe in marriage. No, I really don’t. Let me be clear about that.
I think at worst it’s a hostile political act, a way for small-minded men to keep women in the house and out of the way, wrapped up in the guise of tradition and conservative religious nonsense.
At best, it’s a happy delusion. These two people, who truly love each other and have no idea how truly miserable they are about to make each other.
But, when two people know that, and they decide with eyes wide open to face each other and get married anyway, then I don’t think it’s conservative or delusional. I think it’s radical and courageous…and very romantic.
To Diego and Frida."

domingo, 14 de março de 2010

O caminho é in: pratique a autocontenção!

Todo mundo tem sempre uma opinião. Sempre. Uma opinião importante que merece ser contemplada, diga-se de passagem. Quer saber minha opinião sobre isso? Corra! Ou então escute atentamente, murmure palavras de concordância e depois esqueça. Cada pessoa é um universo particular. Algumas partes são bonitas, outras nem tanto. O fato é que cada um tenta lidar com suas dores e delícias da melhor forma possível - ou não! Eu costumava ter essa utopia infantil que os adultos seriam mais maduros para lidarem com suas próprias questões. Doce ilusão. Os adultos são aqueles que jogam a neurose no ventilador para valer. Respinga para todo lado, salve-se quem puder. Ao contrário do que me dizem, não sei se quero um namorado, mudar de cidade ou de apartamento. Não pensei direito em casamento ou em ter filhos. Minha rotina de acordar às cinco horas da manhã e chegar em casa à meia-noite tem me feito olhar para a realidade de um jeito brutal. Não há espaço para mais nada além do real. Hoje o meu maior propósito é encontrar caminho em meio a tudo isso. Mas é difícil ouvir minha própria voz em meio a tantos ruídos. Falta sintonia fina do meu rádio mental. Eu que sempre fui bem quieta, que falo pouco, ouço muito e observo demais. Sempre tem alguém querendo preencher os espaços vazios do meu formulário. Eu só procuro um espaço mais são e mais meu onde eu possa ser sem cobranças. Acho engraçado que isso seja interpretado como falta de obviedade ou mistério pelos outros, porque todo mundo tem que lidar também com sua própria concha - que existe mesmo nos mais comunicativos. Respire e inspire. Relaxe. Pense um pouco. Ouça a sua própria voz. Reflita sobre as suas próprias questões. Está lançada a campanha: pratique a autocontenção!


(...) A solução, concordo, não está na temperança. Nunca esteve nem vai estar. Sempre achei que os dois tipos mais fascinantes de pessoas são as putas e os santos, e ambos são inteiramente destemperados, certo? Não há que abster-se: há que comer desse banquete. Zézim, ninguém te ensinará os caminhos. Ninguém me ensinará os caminhos. Ninguém nunca me ensinou caminho nenhum, nem a você, suspeito. Avanço às cegas. Não há caminhos a serem ensinados, nem aprendidos. Na verdade, não há caminhos. E lembrei duns versos dum poeta peruano (será Vallejo? não estou certo): “Caminante, no hay camino. Pero el camino se hace ai anda”.
Mais: já pensei, sim, se Deus pifar. E pifará, pifará porque você diz ”Deus é minha última esperança". Zézim, eu te quero tanto, não me ache insuportavelmente pretensioso dizendo essas coisas, mas ocê parece cabeça-dura demais. Zézim, não há última esperança, a não ser a morte. Quem procura não acha. É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado. (...)
Você me pergunta: que que eu faço? Não faça, eu digo. Não faça nada, fazendo tUdo, acordando todo dia, passando café, arrumando a cama, dando uma volta na quadra, ouvindo um som, alimentando a Pobre. Você tá ansioso e isso é muito pouco religioso. Pasme: acho que você é muito pouco religioso. Mesmo. Você deixou de queimar fumo e foi procurar Deus. Que é isso? Tá substituindo a maconha por Jesusinho? Zézim, vou te falar um lugar-comum desprezível, agora, lá vai: você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off. Você não vai encontrá-lo em Deus nem na maconha, nem mudando para Nova York, nem.(...)"

(Carta ao Zézim - Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 8 de março de 2010

“No dia em que me perdi foi q aprendi a brilhar”*: a vida como a escrita tem tempo próprio independente do nosso querer.

Sempre faço plano mirabolantes de escrever 60 páginas em 5 dias. Coisas assim. Esses planos costumavam dar mais certo antigamente. Não, não é que eu esteja ficando velha e não dê mais conta de passar a noite em claro, ou de escrever sem parar.

O problema é que eu tenho 30 anos, né?

Com 30 anos, vc fica mais critica. Vc espera mais de si e imagina que as pessoas também estão esperando mais. Não tenho mais como escrever qualquer coisa. Preciso ter cuidado com o que falo, de onde falo, de onde retiro meus pressupostos. Mil exigências de uma vida acadêmica intelectualmente honesta.

O problema é identificar o quando estou apenas sendo preocupada com a qualidade e com a honestidade do trabalho e o quando estou sendo neurótica e deixando a mania de perfeição me paralisar ou prorrogar até o infinito o final de um texto.

Nunca demorei mais de 30 min para escrever um desses posts. Às vezes, em menos de 15 minutos estão prontos. No entanto, posso levar um dia inteiro para escrever meia página de um artigo que está com quase três meses de atraso.

Pânico total. (www.writeordie.com)

O mesmo acontece com a vida. Faz quase um mês que escrevi aqui minhas resoluções de ano 30. Nenhuma delas está cumprida. Estou trabalhando nelas, burilando meu coração e minha mente.

Escrever é um processo construído através de leitura, observação, reflexão... Para escrever algo minimamente interessante e relevante é preciso ter a humildade de estudar bastante antes de nos pronunciarmos e a arrogância de achar que conseguimos refletir algo a mais do que os outros e, portanto, será importante o “mundo” poder dispor de nossos escritos.

Ontem, em conversa com Mafalda e o marido dela e falávamos da importância de certas pessoas como Socrates ou Jesus. Nunca escreveram uma linha. Mas há milênios influenciam a humanidade.

Não queria influenciar durante milênios não, mas se não tivesse a pretensão de influenciar um pouquinho, de me meter um pouquinho que seja, eu ficaria calada e eu não sei calar. Ou não quero.

Viver também é um processo no qual é preciso se reconstruir dia-a-dia com a humildade de notar que precisamos sim mudar muito em nós mesmos e com a arrogância de acharmos que mesmo estando longe de sermos a melhor versão de nós mesmos merecemos o amor e a felicidade do modo mais pleno possível.

Quem nunca quis dar uma adiantada na vida, para chegar logo naquele ponto sonhado? Não adianta. É preciso estar pronto. É preciso perder-se, moldar-se, recriar-se .

Entre a vida e a escrita; a vida na escrita; a escrita na vida; a vida com a escrita, vou vivendo com a arrogância e a humildade que me guiam e me desviam, mas que acima de tudo me fazem aprender.

* Maria Bethania canta tudo que eu sinto, senti ou quero vir a sentir.

O vídeo abaixo não tem a ver diretamente com o post, mas a dor que ela passa e sua beleza, falam diretamente comigo e meus sentimentos:

Como vcs vêem muito antes da globo permitir que Thais Araujo mostrasse a beleza de seus cachos, antes mesmo de Vanessa da Mata nascer, Bethania já estava linda, confortável e poderosa!

Bem, e Chico? Chico não precisa de justificativa para estar em lugar algum, não é? Mas, essa música tem tudo a ver com o post. rsrs Para mim, não fala só da busca pelo amor, mas por tudo aquilo que queremos, porém a vida ainda está dizendo: calma, para que a pressa? Como dizia meu pai “a pressa é inimiga da perfeição!”:

sábado, 6 de março de 2010

Tempo lógico ou ejaculação precoce?

Minha analista é adepta do tempo lógico. As sessões não têm que durar uma hora, quando ela acha que falei uma questão-chave, ela levanta e encerra a sessão. Em geral, acho que surte efeito. Eu fico atordoada de ter dito algo que eu nem imaginava pensar. Ah, o poder das palavras…
O problema é que minhas sessões não têm durado mais que vinte minutos. Talvez eu chegue muito rápido às questões-chave e isso seja positivo. Mas tenho pensado em mudar meu horário, quase na hora do almoço, talvez ela esteja com fome e não se concentre…
Nesse carnaval, saí numa Escola de Samba. Mal começou, já tinha acabado, negócio meio estranho. De novo tava lá a sensação da ejaculação precoce, prazer mal satisfeito.
Pra um prazer satisfazer, tem que durar? Ou ele pode existir absolutamente?
Por outro lado, tenho um amigo que se gabava de demorar 45 minutos pra gozar e assim, segundo o próprio, dar muito prazer às parceiras. Todos os amigos comentavam isso como uma grande vantagem. Não sei quanto às outras mulheres, mas acho que um cara que demora sempre tanto pra gozar tá fadado a torrar a paciência de uma indivídua que às vezes só quer uma rapidinha. Vantagem pra mim é o cara controlar pra gozar quando quiser.
Então prazer que satisfaz é aquele que dura o tempo certo?
Eu não era tão exigente. Mas me aproximando dos 30, troco cinco coca-colas zero por uma normal bem gelada. Se for pra ganhar celulite, que valha à pena até a última gota. Daqui a 2 anos, não terei nunca mais vinte e alguns anos. A mudança de década dá um peso de urgência: sinto que tenho que me realizar sem as repressões que tive quando adolescente adulta.
A questão é aceitar que não há realização plena, que às vezes nem sabemos o que nos aproximaria de algo assim e que as frustrações virão. Pra não se culpar por ter "se gastado em vão", há que se gastar com firmeza de propósito.

Encerro com o hilário taxista analista adepto do tempo lógico vivido por Luís Fernando Guimarães:

quarta-feira, 3 de março de 2010

Em resposta à Vicky...

Uma amiga minha a quem chamarei aqui de Vicky, pq a acho em muitos aspectos inclusive físicos parecida com a personagem do filme de Woody Allen, disse-me outro dia que não acreditava nessa história de bissexualidade. Quer dizer, pelo menos não em relação a minha pessoa.

Ontem, estava brincando sobre isso e pensei: eu não faço diferenciação de gênero nos meus relacionamentos, mas faço seleção ideológica. É uma seleção como outra qualquer, não é? Só, digamos, um pouco diferente da maioria.
Tenho pensado sobre o que ela me disse.

Se algo que nos dizem fica em nossa mente deve fazer algum sentido, não é?
Mais uma faceta das minhas indefinições aos 30 anos. Se aos 15 me dissessem que aos 30 eu não teria nem a definição do gênero da pessoa com quem penso em construir um relacionamento o mais duradouro possível, eu ira rir e pensar: tá louco?!

Pois é. Eu não sei e por mais que não goste de admitir, isso me incomoda às vezes. Primeiro, pq as pessoas ou não acreditam, ou vem com a fatídica pergunta mais o que vc gosta mais? 70%/30%, 60%/40%? Não pode ser 50%/50%!! Como se fosse possível matematicamente contabilizar qualquer de nossos gostos.

Matematizar desejos e sentimentos me parece não só impossível, como insano.

Porém, eu entendo a estranheza das pessoas. Pq eu mesmo me questiono muitas vezes como é possível eu não saber nem isso? 30 anos e todas as indefinições do mundo!!!

O olhar do outro claro que é incômodo. Especialmente, quando você tem enfrentar preconceitos. Lidar com o não-entendimento por parte dos familiares que você mais ama. Mesmo assim, me questiono se é só isso que me incomoda...

Sinceramente e mais uma vez ainda não tenho a resposta. Domingo conheci uma garota, saímos novamente ontem e foi ótimo. Ai me pergunto: será que Vicky não tem razão? Será que não sou gay e fujo de admitir.

Ao mesmo tempo me lembro das boas noites de sexo que tive com homens. Rememoro sentimentos e dores devotados a vários deles ao longo dos anos.

Vejo, muitas pessoas que se expressam como bissexuais relegarem isso apenas a questão sexual, dizendo posso curtir o sexo com ambos os gêneros. Isso é verdade para mim. No entanto, também é verdade que sou capaz de devotar afeição a ambos.
Portanto, qualquer escolha peremptória para um dos pólos me parece falsa.

Se tudo isso é verdade, pq ainda me incomodo em me questionar sobre isso? Será que o olhar do outro é tão decisivo para mim? Será que tem a ver com o prejuízo que isso causa as minhas relações familiares?

É tudo confuso demais mesmo, pois por outro lado me orgulho de me sentir capaz de me entregar a histórias que me pareçam verdadeiras independente do gênero do outro. Sinto por não ter uma resposta fechada.

Entre dúvidas e confusões, vou vivendo o amor e o sexo do modo como a vida me traz e eu me permito. Como diz a avó de um amigo meu:"qualquer paixão me diverte".

Super me identifico com o finalzinho dessa cena (precisamente os últimos 10 segundos):