Uma amiga minha a quem chamarei aqui de Vicky, pq a acho em muitos aspectos inclusive físicos parecida com a personagem do filme de Woody Allen, disse-me outro dia que não acreditava nessa história de bissexualidade. Quer dizer, pelo menos não em relação a minha pessoa.
Ontem, estava brincando sobre isso e pensei: eu não faço diferenciação de gênero nos meus relacionamentos, mas faço seleção ideológica. É uma seleção como outra qualquer, não é? Só, digamos, um pouco diferente da maioria.
Tenho pensado sobre o que ela me disse.
Se algo que nos dizem fica em nossa mente deve fazer algum sentido, não é?
Mais uma faceta das minhas indefinições aos 30 anos. Se aos 15 me dissessem que aos 30 eu não teria nem a definição do gênero da pessoa com quem penso em construir um relacionamento o mais duradouro possível, eu ira rir e pensar: tá louco?!
Pois é. Eu não sei e por mais que não goste de admitir, isso me incomoda às vezes. Primeiro, pq as pessoas ou não acreditam, ou vem com a fatídica pergunta mais o que vc gosta mais? 70%/30%, 60%/40%? Não pode ser 50%/50%!! Como se fosse possível matematicamente contabilizar qualquer de nossos gostos.
Matematizar desejos e sentimentos me parece não só impossível, como insano.
Porém, eu entendo a estranheza das pessoas. Pq eu mesmo me questiono muitas vezes como é possível eu não saber nem isso? 30 anos e todas as indefinições do mundo!!!
O olhar do outro claro que é incômodo. Especialmente, quando você tem enfrentar preconceitos. Lidar com o não-entendimento por parte dos familiares que você mais ama. Mesmo assim, me questiono se é só isso que me incomoda...
Ontem, estava brincando sobre isso e pensei: eu não faço diferenciação de gênero nos meus relacionamentos, mas faço seleção ideológica. É uma seleção como outra qualquer, não é? Só, digamos, um pouco diferente da maioria.
Tenho pensado sobre o que ela me disse.
Se algo que nos dizem fica em nossa mente deve fazer algum sentido, não é?
Mais uma faceta das minhas indefinições aos 30 anos. Se aos 15 me dissessem que aos 30 eu não teria nem a definição do gênero da pessoa com quem penso em construir um relacionamento o mais duradouro possível, eu ira rir e pensar: tá louco?!
Pois é. Eu não sei e por mais que não goste de admitir, isso me incomoda às vezes. Primeiro, pq as pessoas ou não acreditam, ou vem com a fatídica pergunta mais o que vc gosta mais? 70%/30%, 60%/40%? Não pode ser 50%/50%!! Como se fosse possível matematicamente contabilizar qualquer de nossos gostos.
Matematizar desejos e sentimentos me parece não só impossível, como insano.
Porém, eu entendo a estranheza das pessoas. Pq eu mesmo me questiono muitas vezes como é possível eu não saber nem isso? 30 anos e todas as indefinições do mundo!!!
O olhar do outro claro que é incômodo. Especialmente, quando você tem enfrentar preconceitos. Lidar com o não-entendimento por parte dos familiares que você mais ama. Mesmo assim, me questiono se é só isso que me incomoda...
Sinceramente e mais uma vez ainda não tenho a resposta. Domingo conheci uma garota, saímos novamente ontem e foi ótimo. Ai me pergunto: será que Vicky não tem razão? Será que não sou gay e fujo de admitir.
Ao mesmo tempo me lembro das boas noites de sexo que tive com homens. Rememoro sentimentos e dores devotados a vários deles ao longo dos anos.
Vejo, muitas pessoas que se expressam como bissexuais relegarem isso apenas a questão sexual, dizendo posso curtir o sexo com ambos os gêneros. Isso é verdade para mim. No entanto, também é verdade que sou capaz de devotar afeição a ambos.
Portanto, qualquer escolha peremptória para um dos pólos me parece falsa.
Se tudo isso é verdade, pq ainda me incomodo em me questionar sobre isso? Será que o olhar do outro é tão decisivo para mim? Será que tem a ver com o prejuízo que isso causa as minhas relações familiares?
É tudo confuso demais mesmo, pois por outro lado me orgulho de me sentir capaz de me entregar a histórias que me pareçam verdadeiras independente do gênero do outro. Sinto por não ter uma resposta fechada.
Entre dúvidas e confusões, vou vivendo o amor e o sexo do modo como a vida me traz e eu me permito. Como diz a avó de um amigo meu:"qualquer paixão me diverte".
Super me identifico com o finalzinho dessa cena (precisamente os últimos 10 segundos):
Se tudo isso é verdade, pq ainda me incomodo em me questionar sobre isso? Será que o olhar do outro é tão decisivo para mim? Será que tem a ver com o prejuízo que isso causa as minhas relações familiares?
É tudo confuso demais mesmo, pois por outro lado me orgulho de me sentir capaz de me entregar a histórias que me pareçam verdadeiras independente do gênero do outro. Sinto por não ter uma resposta fechada.
Entre dúvidas e confusões, vou vivendo o amor e o sexo do modo como a vida me traz e eu me permito. Como diz a avó de um amigo meu:"qualquer paixão me diverte".
Super me identifico com o finalzinho dessa cena (precisamente os últimos 10 segundos):
1 comentários:
Já reparou como a música do filme tem muito a ver com o que você fala?
"Porque tanto perderse tanto buscarse sin encontrarse,me encierran los muros de todas partes
Barcelona,
te estás equivocando no puedes seguir ignorando
que el mundo sea otra cosa y volar como mariposa."
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