sábado, 31 de julho de 2010

a solidão infinita das multidões

Estou órfã, sem papel de escrita. Meu moleskine cheio até a última página e não tenho um novo à espera há um par de meses. Os momentos de solidão, cada vez mais caros num apartamento tão pequeno e compartilhado, não cabem em meu silêncio. Minha saída, me desnudar publicamente, talvez um arroubo tolo, mas agora absolutamente necessário.
Preciso me encontrar mais frequentemente, a sós. Sinto falta de me conhecer mais depois que me vi através dos olhos de tantos. Agora necessito absolutamente estar só comigo. Nem sempre a meditação, o silêncio, a análise, a contemplação ou o cigarro roubado bastam...