Talvez nos quase-30 eu tenha que aceitar que por mais cautelosa que eu possa ter sido pra tantas coisas, tomando vacinas, levando guarda-chuvas ou tirando vistos com antecedência, posso acabar cometendo erros(?) juvenis. Como me encontrar completamente viciada no homem com quem divido o teto a ponto de não saber mais separar alguns quereres e desejos. Cada situação em que me coloco... ou seria inevitável cair nessa armadilha apaixonante e envolvente?
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1 comentários:
não entendo pq a mistura de desejos é vício, a ausência dos mesmo também, se pensarmos em vício como algo que extrapola "um caminho do meio um tanto mais harmonioso"...mas harmonioso em relação ao que? sempre podemos falar de vícios, virtudes que orientam nossa vida, nossas decisões, enfim. mas o que são vícios? vícios são contruções relacionais, como tudo, imagino. então, vício para quem e para o que, tendo como parâmetro o que para definir o vício ou não vício? nossa ética, nossa moral, elementos forjados num meio social que... sinceramente, sem um vício ninguem segura esse rojão... além disso, achei tão virtuosa a contraditória unidade de quereres!não há vicio que sempre dure nem virtude que nunca se acabe, em outros tempos outras coisas serão vícios e/ou virtudes para nós ou para quem ainda em por vir...desculpe desabafar sobre esse escrito,mas lembrou-me uma disciplina que fiz sobre a ética em aristóteles e foi bem comovente
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