sábado, 6 de agosto de 2011

A minha herança: uma flor

Não se sabe ao certo
O que se pode vir a ser
até que de fato seja
O que se é capaz de fazer
até que de fato faça
Quais são os próprios limites
até que se encare a impossibilidade
de salvar quem se ama
ou salvar a si mesmo.

No nosso primeiro Natal juntos, meu companheiro levou meu violão pra consertar. A primeira música que aprendi a tocar falava do acolhimento das dores e a salvação através de um amor incondicional, ilusão que compartilhamos tão visceralmente, que por mais que racionalmente eu repita que fiz o que pude, o coração não se convence e a alma destroçada tenta sobreviver no cotidiano que prossegue massacrante.

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